Entre tradição e renovação, restaurantes franceses buscam espaço na mesa paulistana
Tem uma cena que o chef Alain Poletto , dono do Bistrot de Paris , descreve com um orgulho quase desconcertante: clientes que voltam de Paris e dizem que o bife ao molho de pimenta dele está melhor do que o que comeram por lá. Não é bravata: é o tipo de afirmação que resume bem a ambição e o paradoxo dos restaurantes franceses em São Paulo. Estão aqui há décadas. Alguns resistiram a crises, modas e pandemias. Ainda assim, nunca ganharam o mesmo espaço que os japoneses , os italianos ou até as hamburguerias . Por quê? Bife, fritas e molho de mostarda: prato do clássico restaurante francês Freddy A resposta é múltipla, e ninguém que vive esse mercado por dentro tem dúvida de que ela começa pela história. Quando os japoneses chegaram ao Brasil no início do século XX, trouxeram consigo uma culinária que foi se infiltrando no cotidiano paulistano por gerações. Os italianos fizeram o mesmo com as massas, com a pizza e com a cantina de bairro. Cada um, aliás, ganhou espaço em cantos na c...
