Entre a cantina e a alta gastronomia, São Paulo cria sua própria lasanha
Pergunte a alguns chefs paulistanos qual é a lasanha com a cara de São Paulo e você vai ouvir respostas diferentes, todas igualmente convictas. Vai ouvir falar de massa fresca finíssima e de massa grossa de cantina, de ragù de vitelo e de frango com catupiry, de trufa negra e de galinhada ao pequi com queijo meia cura. É essa contradição, mais do que qualquer receita específica, que parece definir o prato na maior cidade gastronômica do País, justo agora que ele vive um momento de efervescência: pratos autorais disputam espaço com a bolonhesa de sempre, chefs italianos reinterpretam a receita da avó, cozinheiras brasileiras a temperam com pequi e milho. Nesta quarta-feira, 29, comemora-se o Dia da Lasanha, pretexto perfeito para tentar entender o que aconteceu com esse prato na cidade. Por muito tempo a resposta foi simples. A lasanha paulistana era a de cantina: camadas fartas, molho generoso, queijo escorrendo, aquela que “ainda predomina” hoje, segundo Salvatore Loi, do Modern Mamm...
