Provador: o bar de 11 lugares escondido em uma alfaiataria em Moema
Há bares que exibem suas credenciais logo na entrada. O Provador, em Moema, segue o caminho oposto. Por mais que a tentação seja manter esse esconderijo sob sigilo, a omissão seria injusta. Até porque o bar já impõe seus próprios filtros naturais para selecionar os ocupantes do balcão: a exigência de uma reserva prévia e disputada, a ausência completa de um menu impresso e a disposição para pagar pelo menos R$ 70 por coquetel. Atravessadas as cortinas de veludo, contudo, o arrependimento é nulo. O espaço propõe um retorno ao tempo em que o bartender trabalhava de olho no cliente: observava o ritmo do gole, decifrava o humor da noite e calibrava clássicos ou criava releituras sob medida, ali na sua frente, a partir da conversa. O bar para 11 pessoas funciona nos fundos do ateliê de Alexandre Won, nome de peso da alfaiataria bespoke no país, conhecido por moldar a ferro e tesoura os ternos estruturados da elite financeira. Das 17h às 19h, as duas operações convivem sob a mesma música de ...
