Do ‘Casablanca’ aos bares paulistanos: a volta do piano-bar à cena da coquetelaria
“Play it again, Sam” (Toca de novo, Sam). A frase que nunca foi dita por nenhum personagem do filme Casablanca está sempre no ar, no ambiente e no espírito de bares que possuem um piano. A presença de um piano em bares remonta aos saloons do Velho Oeste. Basta forçar a memória cinematográfica para buscar referências em filmes como Os Imperdoáveis ou Por um Punhado de Dólares . Bem depois, durante a chamada Lei Seca (anos 1920), os speakeasies, bares que funcionavam clandestinamente, popularizaram a ideia do piano-bar – principalmente porque uma música mais acústica e contida não chamava a atenção da polícia. Bar Coda aposta no piano A partir dos anos 1930, o piano também ganharia protagonismo nos principais bares de hotel do mundo – e viraria sinônimo de luxo e elegância. Os mais icônicos estão de pé até hoje – como o Bemelmans Bar, no The Carlyle, em Nova York; o American Bar, no The Savoy, em Londres (um dos lugares mais importantes para a coquetelaria mundial); e o New York Bar, ...
