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‘Destino gastronomia’: 55% dos refugiados apostam na comida para reconstruir a vida no Brasil

Aboud, Gema e Mohammad têm, aqui no Brasil, o mesmo endereço: a gastronomia. Eles — imigrantes obrigados a deixar seus países de origem por dificuldades das mais diversas — confirmam uma estatística. Um levantamento do ACNUR Brasil — Agência da ONU para Refugiados — mostra que, seja por desejo ou necessidade, as cozinhas se tornaram os principais espaços onde essa população tenta reconstruir a própria história. Os dados, aos quais o Paladar teve acesso, revelam que 55% dos empreendedores em situação de refúgio escolhem o setor gastronômico como área de atuação. A liderança é ampla. O segundo lugar do ranking do empreendedorismo é ocupado pelo artesanato, com 12% das escolhas. A moda aparece na terceira posição, com 6%. “A gastronomia é um tema muito forte e importante para os refugiados que acompanhamos. Criamos uma plataforma para promover conexões e apoio a esses profissionais, chamada Refugiados Empreendedores ”, conta Paulo Sérgio de Almeida, oficial de inclusão socioeconômica ...

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