Concurso de queijos foi acirrado e revelou Polônia como potência queijeira
Centenas de produtores artesanais e industriais consolidaram o protagonismo nacional e revelaram a força de países como Polônia, França e Argentina. Com uma nota de corte de 91,10 pontos para garantir qualquer medalha, do Bronze ao Super Ouro, a competição foi dura. Houve atrasos de logística para os queijos estarem nas mesas, por parte da organização, o que prolongou todo o evento em efeito dominó.

Para os 2.654 queijos e produtos lácteos devidamente julgados, foram 574 medalhas (4 vencedores, 88 super ouro, 150 ouro, 146 prata e 186 bronze) , ou seja, 21,7% dos queijos foram premiados, competição mesmo mais acirrada que o concurso Mundial na França, que ficou em torno de 25% na última edição. "Foi um recorde de inscrições e, para garantir a legitimidade dos resultados, optamos por manter alta a nota de corte" disse Roland Barthelemy, presidente do concurso junto comigo.

A maioria dos jurados eram chefs de cozinha, queijistas, pesquisadores e jornalistas de comida, que foram formados em análise sensorial em curso online, de 8 horas, dado por mim e o professor Antonio Fernandes, pesquisador com maior curriculum lattes de queijo do Brasil, e duas horas de curso presencial com a ajuda de Emma Young para a tradução em inglês. Nas edições anteriores, o corpo de jurados contava mais com produtores de queijo, que são certamente muito capacitados para a função. Mas fizemos essa escolha para furar a bolha dos atores do nicho do queijo para outros públicos e expandir a expertise. Estudantes de Gastronomia da Universidade Anhembi também tiveram formação, durante minha estada em São Paulo, e trabalharam no apoio aos jurados e na avaliação dos queijos.
Não sei se foi o paladar hedonista dos jurados que falou mais alto, mas o resultado geral não contemplou muitos queijos mofados, dando destaque para queijos mais duros e de sabor intenso, e até um surpreendente queijo frescal que foi para a final entre os 16 melhores.
Foram inscritos queijos de 14 países, com clara supremacia brasileira não apenas no número de inscrições, mas também no total de premiações: 502 medalhas brasileiras para 72 internacionais.
Queijos por estado do Brasil: Minas Gerais reina absoluto
A distribuição geográfica dos queijos premiados mostra a força de Minas, que lidera com ampla margem, seguido por São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

O quarto lugar ficou surpreendentemente com o Mato Grosso, fruto das políticas públicas do governo estadual e do Sebrae-MT que estão investindo todas as fichas no segmento do queijo artesanal e teve inclusive um queijo defendido entre os melhores, o diamante da cartucheira, dos produtores Silas e Larissa Barbosa.

Polônia passou França e Itália

A grande surpresa ficou por conta da Polônia, que mostrou força técnica impressionante. Levaram 24 medalhas, sendo 8 Super Ouros, com queijos de ovelha e vaca de alta maturação, como Kociowski Chlop e Rubinowy Kozlak.
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