Chef Ana Bueno lança livro ‘Paratyanas’, com ‘crônicas escritas ao pé do fogão’

Tudo começa, bem, pelo começo, com a história de um pedido atrapalhado de casamento. Teve atropelamento do sogro, embaraço e adiamento, mas, no fim, o casamento de seu Luiz e dona Inês aconteceu. Dali dez anos, nascia Ana Bueno, em 1971, fruto desse amor. O local de nascimento foi, por descuido do universo, São José dos Campos - descuido porque o destino haveria de fazê-la paratiana e não paulista.

Em 1989, a até então quituteira consertou esse descompasso da vida, mudou-se para Paraty, após uma temporada em Trindade. Lá, chegou a trabalhar em um jornal na TV, onde conheceu o marido, Casé, que logo lhe ajudaria a cumprir sua boa sina. Há 30 anos, sua sogra Regina - com muito incentivo do filho - abriu o Banana da Terra, um dos principais restaurantes da cidade, e insistiu que sua nora a acompanhasse nessa aventura. E o resto, bem, é história.

Ana Bueno, chef do Banana da Terra, em Paraty
Ana Bueno, chef do Banana da Terra, em Paraty

Em 2024, também adicionou mais um feito ao currículo: criou o Instituto Paratiano de Gastronomia, com o objetivo de apoiar iniciativas em torno do alimento e sustentabilidade.

Em tom de crônica, Paratyanas – crônicas escritas ao pé do fogão conta toda essa narrativa, pelos olhos da própria chef. Os verões passam ano a ano e a história não só de Ana Bueno é contada ao longo do livro, compartilhando saberes ancestrais, histórias populares, identidade cultural e, enquanto isso, contar as contos e encontros da chef, incluindo mais de 300 personagens pertencentes à cultura local, como Angeli dos Temperos e o farinheiro tradicional seu Pindoca, apresentados como patrimônios vivos de Paraty.

Paraty é cheia de história e identidade
Paraty é cheia de história e identidade

As palavras são acompanhadas por fotografias e imagens que conversam com a cultura e as paisagens da cidade que fica junto à divisa Rio de Janeiro-São Paulo. A cozinha torna-se cenário, fio condutor e parte integrante da cultura identitária paratiana, tudo isso do ponto de vista de um “estrangeira” que escolheu chamar aquela terra de sua em todos os sentidos.

O livro sai a R$ 150 e foi publicado pela editora Dialeto Documentários.

Ficha técnica

Paratyanas – crônicas escritas ao pé do fogão | Editora: Dialeto Documentários

R$ 150,00

284 páginas

@anabueno_paraty | @dialetodocumentarios



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