Jiquitaia faz 14 e abre puxadinho no Paraíso

Salve o Jiquitaia! Adolescente pouco rebelde, comemorou seus 14 aninhos com roda de samba do carioca Gabriel da Muda e clima familiar. Não caiu em saudosismos, porém, acarinhou habitués com o retorno de alguns sucessos antigos do restaurante.

Aproveitando o porão da casa do Paraíso, que já abrigou muita noitada animada por piano nos anos 1960, inaugurou um puxadinho, que só funciona às terças, das 19h às 22h30.

Os amigos já estão atormentando, querendo recriar o bar que funcionava no segundo andar do imóvel em que o Jiquitaia nasceu, na Rua Antônio Carlos, na Consolação.

Ex-advogado, o chef Marcelo Corrêa Bastos defende a saúde auditiva da vizinhança. E é persuasivo: bate na tecla que o restaurante incorporou os grandes hits de lá. Não dá para desmentir, as coxinhas de frango caipira (R$ 43) e os chips de jiló (R$ 33) podem ser pedidos lá embaixo.

Chef Marcelo Corrêa Bastos e Nina Corrêa Bastos. O novo espaço gastronômico no restaurante Jiquitaia, na zona sul de São Paulo.
Chef Marcelo Corrêa Bastos e Nina Corrêa Bastos. O novo espaço gastronômico no restaurante Jiquitaia, na zona sul de São Paulo.

Obviamente com as caipirinhas (R$ 39) impecáveis de sua irmã e sócia, a ex- economista Nina Bastos, o velho caju amigo (R$ 42) e o mandasour (cachaça, mate, mel de mandaçaia, R$ 42) de sempre!

Exclusividade do novo anexo é o balcão intimista, as quatro mesinhas boas para date e o mesão para encontros menos confidenciais. É também a volta do macarrão de comitiva (R$ 55), com cabelinho de anjo tostado antes de cozinhar, linguiça fresca e carne de sol de maminha da casa, e do hambúrguer de porco (R$ 50).

O sanduíche mudou um tiquinho, antes só tinha coentro, agora, tem hortelã, shissô e endro, picles de nabo e cenoura, além do toque de maionese e sriracha. Não perdeu suculência e ganhou frescor – “ficou mais próximo de um bánh mi”, explica Marcelo.

Na foto, o burger de porco com o drink cajú amigo.
Na foto, o burger de porco com o drink cajú amigo.

“Esses dois nunca saem, mas vou fazer um peixe cru e pratos para dividir”, comenta. Pode ser um ceviche ou um atum marinado, de um lado; costelinha de porco com abacaxi “super gostosa” ou um curry de cordeiro, do outro.

“No Jiquitaia é difícil mudar o cardápio, porque as pessoas se apegam aos clássicos, e eu gosto de inventar, então também vou poder fazer uma carne grelhada diferente, coisas assim”, complementa o chef.

Entre um serviço e outro, Marcelo ainda divide o tempo com os dois filhos e outros projetos: comanda o Lobozó e o Sororoca Bar, prepara a abertura de uma peixaria e atua como consultor gastronômico do Pirajá e do Bar Original.

Além de usar o puxadinho para brincar na cozinha, fora das terças ele disponibiliza o espaço para eventos. A novidade funciona como extensão natural da casa: um pretexto organizado para reunir gente, revisitar pratos conhecidos e tomar cachaças escolhidas com carinho pela Nina.

Puxadinho do Jiquitaia

Rua Coronel Oscar Porto, 808, Paraíso. Ter., das 19h às 22h30. Tel.: (11) 3051-5638



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