Prêmio Paladar: Maní, de Helena Rizzo, fica em 7º lugar no ranking dos melhores restaurantes
No Maní, o Brasil dá muito certo e não é de hoje. Desde sua criação, há 20 anos, o restaurante de Helena Rizzo é um porto seguro da comida boa e descomplicada no prato, rica e complexa nos conceitos.

Essa essência está intacta, mas todo o resto segue o sabor de um restaurante que se deixa influenciar pelos pequenos produtores parceiros, comensais, viagens, artes plásticas, literatura e o que mais couber nas prateleiras de Helena.
Prova disso são os movimentos enumerados pela chef: a reforma no ambiente, muitas novidades no cardápio pensado ao lado do chef belga Willem Vandeven, a volta do curso de cozinha profissional da casa, os encontros com chefs convidados no Segundas no Maní. E, agora, o 7º lugar entre os melhores restaurantes de São Paulo pelo Prêmio Paladar 2026.
A casa em Pinheiros teve ambientes remodelados em referência à poesia Pau-Brasil, de Oswald de Andrade com ilustrações de Tarsila do Amaral. Mais moderno, muito orgânico e sempre confortável.
Já os menus (à la carte, em três cursos ou degustação) dão um show de Brasil em ingredientes e técnicas, como o belisquete de tambaqui moqueado, purê de banana-da-terra e beiju, em referência ao moquém indígena.
Ainda pelas entradas, é possível seguir viagem ao Rio Grande do Sul, terra natal de Helena, com os tradicionais tortéis. No Maní, eles são de pupunha e recheados com abóbora cabotiá.

Entre os principais, há rumo para o mar, com mujica de bacalhau ou peixe do dia (sororoca ou olho-de-cão) na brasa, palmito pupunha, cuscuz de Uarini, banana-da-terra, salsa verde e physalis.
As sobremesas ganharam tal força no cardápio – e no gosto dos clientes – que contam com um menu-degustação só para elas.
Quem quiser explorar a favorita de Helena (e do “muso-inspirador”, o também gaúcho Luis Fernando Veríssimo), não deixe passar o multicolorido sagu da chef-confeiteira Brenda Freitas.
As bolinhas cor de vinho são de suco de uva integral, anis-estrelado e cravo; as azuis, com clitória e canela; as amarelas, com cúrcuma e lírio-do-brejo; e as vermelhas, com hibisco e casca de laranja. Na base, há um flan de laranja.
Questionada sobre os segredos do sucesso do Maní, Helena se diz suspeita: “É a minha casa, o meu restaurante, mas acredito que temos um ambiente e um cardápio acolhedores”.
Mas conclui a conversa com um adjetivo que o restaurante e o Brasil dividem com maestria: “o Maní é solar.”
Serviço
Maní
Onde: Rua Joaquim Antunes, 210 - Pinheiros
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