O que comer nos dias frios? Chefs contam quais pratos são perfeitos para aquecer no inverno
Karê, mingau de tapioca, queijo quente e vinho branco, cada um tem o seu método secreto para se aquecer - e se aconchegar - nos dias frios. Personalidades da gastronomia contam quais são suas receitas preferidas para apostar no inverno do café da manhã ao último brinde do dia.
Toshi Akuta e seu kare rice

O “curry japonês” é o preparo quente preferido de Toshi Akuta, chef do Otoshi Izakaya, para o inverno. “Nos dias frios, não tem nada melhor do que o karê rice, com legumes, carne, bem cozidinho, bem picante, com gohan quentinho, ovo frito e é isso, seu dia está melhor, o frio vai embora e você fica aquecido por dentro e por fora”, conta.
O mingau de tapioca de Mari Sciotti

Para o café da manhã invernal da chef do Quincho a melhor opção é o mingau de tapioca. “Para aquecer a barriga e o coração, eu gosto de começar o dia com um bom mingau de tapioca. Eu gosto daquela tapioca flocada, que parece uma pipoca bem pequenininha. Eu a deixo hidratando no leite de coco, cozinho bem e cada dia eu faço de um jeito - gosto de colocar especiarias, mel, castanhas quebradas. Dá para fazer de inúmeras formas.”
O frango com quiabo ‘mineirin’ de Yves Saliba

“Ainda bem que eu sou mineiro”, já declara o chef do Per Lui, em Belo Horizonte (MG), Yves Saliba. Essa gratidão toda tem nome e sobrenome: frango com quiabo. “Esfriou? Não há nenhum prato melhor do que esse. Nada ganha disso, o quiabo tostadinho junto com angu cremoso, molinho. Esfriou um pouquinho, a gente já arranja qualquer desculpa, está quente, a gente inventa também”, brinca.
Receita de Carlos Ribeiro aqui
O queijo quente da Martoca

A padeira por trás da Martoca, Marta Garcia, diz que um queijo quente com duas fatias de sourdough, com bastante manteiga e mix de queijos é a sua pedida ideal para quando está frio e a preguiça ainda não tomou conta. No entanto, quando ela não quer sujar louça e nem ir para o fogão, escolhe o arroz frito via delivery do Fat Buddha para se aquecer.
A sopa de Hugo Delgado

“Pode parecer clichê, mas é sopa. De onde eu sou no México, no deserto, faz muito calor e, mesmo assim, a gente toma muita sopa. Eu adoro caldo verde, ponzole mexicano com canjica e camarão, noddles asiáticos. Uma sopa me deixa super feliz sempre”, diz o chef do La Saborosa.
O ‘branco de inverno’ de Paty Werneck

Já a sommelière do NOMO e Gnomo, Paty Werneck, gosta de comer um caldo, um “belo dashi” e, claro, harmonizá-lo com um bom vinho. “Para sair um pouco do clichê dos vinhos tintos, eu gosto de tomar branco de inverno, bem oxidado, que vai muito bem com os caldos também”, revela
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