Qual o melhor café em cápsula do Brasil?
Pequenas e facinhas de usar. Essas porções individuais revolucionaram a forma de tomar café espresso. Porém, diante de tantas opções nas prateleiras dos supermercados, como saber qual entrega mais na xícara? Para responder a essa pergunta, Paladar se restringiu às cápsulas que estampassem na embalagem café de origem Brasil e reuniu um júri de especialistas para um teste às cegas rigoroso com 12 marcas compatíveis com o sistema pioneiro do mercado.
Como surgiu o café em cápsula?
Antes de revelar os resultados, vale lembrar como surgiu essa tecnologia. A coisa começou no fim dos anos 1970 com Eric Favre, engenheiro suíço que trabalhava na Nestlé. Fascinado pelo autêntico espresso italiano, ele estudou os gestos dos baristas e concluiu que a alta pressão da água atravessando o pó compactado e protegido do oxigênio era o segredo para uma bebida mais cremosa, intensa e aromática. Após anos e anos de testes, em 1986, foi lançada a primeira máquina Nespresso.

Por que o café em cápsula invadiu o mercado?
Até os anos 2000, verdade seja dita, o sistema ainda era considerado um acessório de luxo para um público restrito. Mas a combinação entre rapidez no preparo, conveniência no cotidiano e a promessa de consistência em cada xícara conquistou consumidores e simplificou o ritual diário do café.
O sucesso atraiu dezenas de marcas para um setor altamente promissor, ampliando a oferta com grãos de diferentes origens, perfis sensoriais e faixas de preço mais acessíveis.

Conheça o regulamento do Paladar Testou
Em todas as provas realizadas por Paladar, a reportagem faz um levantamento das marcas disponíveis no mercado. E, nos dias anteriores ao teste, as amostras são adquiridas* em grandes redes de supermercado e empórios da capital paulista. No caso de produtos artesanais, eles são comprados nas lojas on-line das próprias marcas de forma anônima. Ou seja, em ambos os casos, as marcas não sabem que seus produtos serão submetidos a uma degustação às cegas. O Paladar Testou é uma iniciativa 100% editorial. Além disso, o júri também não tem conhecimento de quais marcas fazem parte da seleção antes do resultado da apuração.
Leia na íntegra o regulamento do Paladar Testou 2026
Como escolher o melhor café em cápsula?
A degustação levou duas horas de goles e discussões profundas entre grandes conhecedores. Reunidos no Fora da Lei Café, na Vila Mariana, Cauã Sperling (barista, consultor e proprietário do espaço), Eliana Relvas (barista, consultora e especialista em avaliação sensorial), Elis Bambil (barista, mestre de torra e fundadora da Massemba Cafés) e Tavião Albuquerque (coffee addict, criador de conteúdo e sócio da Pato Rei) recordaram o cenário de uma década atrás. Naquela época, muitos produtos lançados apresentavam um retrogosto de plástico, cola e outros elementos químicos – não à toa, boa parte deles sumiu do mercado.
Durante a avaliação, as 12 amostras foram extraídas em máquina Nespresso novinha em folha e servidas sem identificação. Para definir o ranking, os jurados analisaram cinco atributos essenciais: aroma, corpo, sabor, equilíbrio e persistência. Embora cafés “fortes” ainda ocupem espaço importante no imaginário popular, especialmente pelo hábito de adoçá-los, o grupo buscou uma complexidade sensorial que fosse além do amargor.
Nesse sentido, Cauã chegou a medir as partículas de pó em algumas cápsulas para constatar que, tecnicamente, certos produtos nem poderiam ser considerados espresso, dada a baixa concentração. Outras críticas recorrentes do painel foram a torra excessiva, responsável por notas queimadas, e a falta de frescor, que resultou em bebidas rançosas.
As três melhores cápsulas do Brasil

1. Baggio (R$ 26,40, Santa Luzia)
Mais frutado, com dulçor, acidez equilibrada e retrogosto agradável, foi considerado um espresso de verdade – e um dos poucos que não despertou vontade imediata de beber água em seguida.

2. Baobá (52 g, R$ 32,70, Santa Luzia)
“Bem gostosinho”, “suave”, “delicado” e com “pontinha boa de acidez”. Esses foram alguns dos comentários usados para descrever o produto.

3. Pilão (52 g, R$ 23,99, Carrefour)
Levemente mais encorpado e com aromas considerados “interessantes”, chamou atenção apesar da torra elevada e do excesso de amargor.
As demais marcas avaliadas pelo júri em ordem alfabética

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