Dia da Coxinha: onde provar o petisco que ninguém recusa
Em boteco, padaria, restaurante e até para finalizar em casa, São Paulo tem coxinhas para todos

A coxinha talvez seja uma das melhores traduções da comida afetiva brasileira. Tem (ou melhor, deve ter) massa macia, recheio úmido, frango bem temperado, casquinha crocante e aquele formato inconfundível que já anuncia prazer antes mesmo da primeira mordida.
É comida de festa, de padaria, de balcão, de boteco, de happy hour e, no meu caso, às vezes é até almoço. Funciona sozinha, mas fica ainda melhor quando chega à mesa ao lado de uma cerveja gelada, de um chopp bem tirado ou de uma caipirinha sem pressa.
Como todo clássico popular, a coxinha também carrega suas pequenas discussões. Há quem comece pela pontinha, quem prefira atacar pela base (que, para mim, é o lado certo), quem defenda o uso de Catupiry, quem goste de requeijão e quem ache que a melhor versão é sempre aquela que acabou de sair da fritura.
No fim, pouco importa o método, mas sim o prazer que o salgado traz. Celebrada em 18 de maio, no Dia da Coxinha, a receita segue como um dos símbolos mais queridos da culinária brasileira e aparece em alguns dos melhores bares, restaurantes e balcões de São Paulo.
Bar Original
Quando se fala em coxinha de bar em São Paulo, o Bar Original entra naturalmente na conversa. A casa de Moema, aberta em 1996, é um daqueles endereços que ajudaram a moldar a ideia de boteco paulistano bem cuidado, com chopp bem tirado e petiscos que não precisam de grandes explicações.
A Coxinha Original é feita com massa de mandioquinha, frango desfiado e requeijão cremoso (R$ 25 o par ou R$ 47 a porção com 5 unidades). É uma versão direta, sem invenção desnecessária, que funciona especialmente bem quando chega quente à mesa e encontra um copo de chopp pela frente.

Esquina do Souza
O Esquina do Souza é outro bar em que a coxinha não aparece como coadjuvante. Famoso pelas caipirinhas, a casa tem unidades na Pompeia e na Vila Leopoldina e costuma atrair quem gosta de petisco bem feito, mesa cheia e copo sem pressa.
A coxinha de frango com requeijão é crocante por fora e cremosa por dentro, com recheio farto e sabor de receita de família (R$ 12 uma unidade, R$ 33 a porção com 3 unidades e R$ 66 a porção com seis unidades).

Pirajá
O Pirajá tem alma carioca, mas sua coxinha conversa diretamente com São Paulo. Fundado em 1998, o bar espalhou pela cidade uma ideia de botecagem mais solar, com samba, chopp, caipirinhas e petiscos feitos para compartilhar.
No Dia da Coxinha, a pedida é a Coxinha Original, receita de massa de batata baroa inspirada no Bar Original, com recheio de frango e Catupiry (R$ 21 a dupla e R$ 51 a porção com seis unidades). Na data, todas as unidades irão distribuir 1000 coxinhas grátis.
Padaria Real
A Padaria Real é de Sorocaba, mas sua coxinha há tempos deixou de ser assunto apenas do interior. A casa, fundada em 1957, virou praticamente parada obrigatória para quem passa pela cidade e ajudou a transformar a coxinha em produto de viagem, encomenda e desejo.
A versão mais famosa é a de frango com Catupiry, com casquinha dourada, massa cremosa e recheio generoso (R$ 18,90 a unidade ou R$ 43,50 a porção com 25 unidades de minissalgado). Para quem está em São Paulo, a boa notícia é que a Padaria Real também atende a capital por delivery e retirada, com operação em Pinheiros.

Tantin
No Tantin, a coxinha vai por outro caminho. A casa de Pinheiros, comandada pelo chef Marco Aurélio Sena, serve uma releitura de coxa creme que já foi premiada e ajuda a explicar por que o bar virou um dos nomes fortes da nova botecagem paulistana.
A versão leva frango caipira, batata, parmesão, milho verde e um ossinho que reforça a brincadeira com a ideia da coxa. É uma coxinha menos óbvia, mais gastronômica, mas sem perder o espírito de petisco para comer com bebida gelada (R$ 20).

Jiquitaia
O Jiquitaia é um restaurante brasileiro em que quase tudo tem um cuidado a mais. A casa dos irmãos Marcelo e Nina Corrêa Bastos, no Paraíso, trabalha com uma cozinha nacional muito precisa, sem folclore e sem caricatura.
As coxinhas de frango caipira entram nessa lógica. A massa tem textura delicada, o recheio é saboroso e o conjunto mostra que até um salgado popular pode ganhar outra camada quando feito com boa técnica e bom produto (R$ 43 a porção).

Frangó
O Frangó é um clássico da Freguesia do Ó e talvez um dos casos mais conhecidos de coxinha-destino em São Paulo. Muita gente cruza a cidade pela porção de coxinhas de frango com Catupiry, servida em versão aperitivo (R$ 69 a porção com 10).
A casa também é famosa pela carta de cervejas, o que ajuda muito na experiência. No Frangó, a coxinha não precisa de discurso: chega à mesa pequena, crocante, cremosa e desaparece rápido.

Rê Cruz To Go
Nem toda boa coxinha precisa ser comida no bar. A Rê Cruz To Go trabalha com produtos artesanais para receber em casa, e a coxinha aparece como uma boa opção para quem quer montar mesa, receber amigos ou simplesmente resolver uma vontade sem sair.
A versão de frango com requeijão cremoso é vendida em quantidade maior, com pronta para finalização (R$ 134 a porção com 50 unidades ou R$ 68 com 20 unidades). É uma escolha mais prática, mas ainda com cara de comida feita com cuidado.

Lé Blé
A Lé Blé é uma padaria artesanal, mas sua coxinha já ganhou vida própria. A casa foi fundada em dezembro de 2019 por Fabio Pasquale e Martin Jirouseke e hoje é destaque não só pelos pães, mas também pela charcutaria própria e, claro, pela ótima coxinha.
Ela tem cerca de 230 gramas, o que já muda a conversa, porque aqui não se trata de uma coxinha pequena de balcão, mas de uma versão grande, bem recheada e pensada para sustentar a vontade de comer algo quente, crocante e confortável (R$ 18 a coxinha de frango e R$ 19 a coxinha de frango com Catupiry).
Serviço
Bar Original
Rua Graúna, 137, Moema, São Paulo
Telefone: (11) 2299-5336
Funcionamento: segunda a quarta, das 17h à 0h, quinta, das 17h à 1h, sexta e sábado, das 12h às 2h, domingo, das 12h às 19h
Instagram: @baroriginal
Esquina do Souza
Unidade Vila Leopoldina: Rua Carneiro da Silva, 185, Vila Leopoldina, São Paulo
Telefone: (11) 3641-4759
Funcionamento: segunda, das 12h às 15h, terça a sábado, das 12h às 23h30, domingo, das 12h às 19h
Unidade Pompeia: Rua Coronel Melo de Oliveira, 1066, Pompeia, São Paulo
Telefone: (11) 2538-1861
Funcionamento: terça a sexta, das 17h às 23h30, sábado, das 12h às 23h30, domingo, das 12h às 18h
Instagram: @esquinadosouza
Pirajá Unidade Pinheiros: Av. Brigadeiro Faria Lima, 64, Pinheiros, São Paulo
Telefone: (11) 3815-6881
Funcionamento: segunda, das 12h às 23h, terça e quarta, das 12h à 0h, quinta, das 12h à 1h, sexta e sábado, das 12h às 2h, domingo, das 12h às 19h
Outras unidades no site da casa
Instagram: @barpiraja
Padaria Real
Unidade Pinheiros: Rua Mateus Grou, 282, Pinheiros, São Paulo
Pedidos: delivery em São Paulo pelo iFood
Instagram: @padariareal_oficial
Site: padariareal.com.br
Tantin
Rua dos Pinheiros, 987, Pinheiros, São Paulo
Telefone: (11) 3034-3082
Funcionamento: segunda a sexta, das 12h às 16h e das 18h à 0h, sábado, das 12h à 0h, domingo, das 12h às 17h
Instagram: @tantinbar
Jiquitaia
Rua Coronel Oscar Porto, 808, Paraíso, São Paulo
Telefone e WhatsApp: (11) 3051-5638
Funcionamento: terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30, sexta e sábado, das 12h às 16h e das 19h às 22h30, domingo, das 12h às 16h, fechado às segundas
Instagram: @jiquitaia
Frangó
Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, São Paulo
Telefone: (11) 3932-4818
Funcionamento: terça a sábado, das 11h à 0h, domingo, das 11h às 19h, fechado às segundas
Instagram: @frangobar
Rê Cruz To Go
Pedidos pelo site e WhatsApp: (11) 94459-2974
Pedidos realizados de segunda a sexta até 13h têm entrega no mesmo dia até 18h, conforme a área atendida
Instagram: @recruztogo
Lé Blé Casa de Pães
Unidade Higienópolis: Rua Pará, 252, Higienópolis, São Paulo Funcionamento: todos os dias, das 7h às 23h
Unidade Jardins: Rua Padre João Manuel, 968, Jardins, São Paulo Funcionamento: todos os dias, das 7h às 21h
Instagram: @leblecasadepaes
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