Rotas do vinho de SP ganham 21 novos endereços e fortalecem a ‘enogastronomia’
Conta a história que as primeiras uvas foram plantadas em solo paulista em 1532 por Brás Cubas, o pontapé inicial para a produção de vinhos no Estado. O comércio se deu pelo litoral, chegou em Jundiaí e 1669 é o ano dos registros das primeiras vinícolas, que logo se espalharam por vários municípios. Somente no ano passado, porém, SP ganhou uma rota do vinho para chamar de sua.
Agora, véspera do segundo aniversário do circuito, Paladar traz em primeira mão a informação que 21 novos endereços passam a integrar este mapa estruturado que oferece como atração a produção de vinho, degustação e harmonização gastronômica. O anúncio da expansão será feito nesta quinta-feira, dia 26 de março, pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado - que fomenta a iniciativa
Com a incorporação dos novos pontos, a chamada ‘enogastronomia paulista’ passa a ter 87 endereços totais, distribuídos por 5 rotas; o circuito das frutas, o Bandeirantes, o Alta Mogiana, o Alta Mantiqueira, o Serra dos Encontros e os “Enodestinos”. Cada uma das rotas reúne um conjunto de vinícolas e adegas, agrupadas de acordo com tipo de produção, solo e vinho oferecido.
Os endereços que estreiam nas Rotas do Vinho de São Pulo estão em municípios como Águas de Prata, Vinhedo, Porto Feliz, Cidade Paulista, Jundiaí, Itatiba, Espírito Santo do Pinhal, Angatuba, Lençóis Paulista, Presidente Prudente, Cunha, Pardinho e Amparo. Uma delas, inclusive, é localizada em Pinheiros, bairro da Zona Oeste da Capital, a chamada Vinícola Urbana.
Todas essas informações, a partir de agora, vão estar no mapa e as rotas do vinho estará atualizado neste endereço eletrônico, onde há informações sobre reservas e visitas.
Um novo público
“Depois da criação da Rota do Vinho de São Paulo tivemos um aumento de público e uma visibilidade maior para o vinho paulista. As pessoas acabavam viajando para o exterior, para bem longe, visando ter uma experiência em vinícolas. Muitas nem sabiam que poderiam vivenciar isso em São Paulo”, conta Ricardo Baldo, diretor da Vinícola Terras Altas, localizada em um dos pontos mais altos de Ribeirão Preto.
Baldo acrescenta ainda que o ingresso em um circuito turístico estimula a criação de experiências focadas nos vinhos, no degustar, na comida e na diversão. E justamente a diversidade de eventos amplia a participação de um novo público.
“Hoje a média de idade dos nossos visitantes é 35 anos, mas percebemos cada vez mais jovens por aqui. O que é ótimo, pois aprendemos com o perfil desse consumidor, para poder atender esse mercado que se inicia. Sabemos que eles estão buscando produtos menos alcoólicos, experiências mais substanciais e isso é ótimo.”
Já na vinícola Villa Santa Maria, a novidade pós-ingresso na rota foi o selo de “programa família” que a vinícola ganhou. “Aqui na nossa casa, a experiência mais procurada é mesmo degustação guiada, mas assistimos a uma diversificação de público interessado. Temos muitas famílias que escolhem esse passeio como um programa para fazer, com gente de todas as idades, até com os bichinhos de estimação”, fala Célia Carbonari, sócia da Vinícola Villa Santa Maria, em São Bento do Sapucaí - SP
Cada vinícola ou adega é responsável por criar suas atividades e ofertas de experiências que variam desde uma simples visita à indústria até um programa de ponta a ponta, passando por almoços e jantares harmonizados.
- Serviço
Para explorar as Rotas do Vinho de SP a sugestão é acessar o Mapa Interativo
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