Bia Limoni não é mais a chef do Shihoma; entenda o futuro do italiano que conquistou SP
Bia Limoni Freitas foi chef do Shihoma por quase cinco anos. Hoje, pela primeira vez, é preciso falar da sua jornada à frente da cozinha de um dos italianos mais queridinhos da capital paulista no tempo verbal pretérito perfeito. Pois é, a chef trilha agora novos caminhos longe das chamas e das panelas do restaurante que fica na Vila Madalena.
“Quinta-feira, 31, foi meu último dia à frente da operação do Shihoma e estou saindo para tocar projetos pessoais. Estou lá desde o dia zero, da abertura. É o fim de um ciclo muito bonito da minha vida e tenho gratidão e orgulho por tudo que construímos juntos”, declara a chef.
Ao relembrar toda a sua trajetória na casa, se emociona: “tenho orgulho da minha trajetória e do legado que eu deixo. Abrimos a casa sem grandes pretensões e poder olhar para trás e entender a relevância que temos para a gastronomia de São Paulo é muito emocionante. Encerro este ciclo de uma maneira muito leve, feliz e com sensação de missão cumprida, que é o melhor sentimento que alguém pode ter”.
Por fim, Bia agradece “à equipe que passou por lá - pessoas que me permitiram fazer parte da vida delas -, aos meus sócios e a todo mundo que sempre frequentou a casa, é uma honra muito grande ter feito parte da história desse lugar que ainda tem muita história para contar”.
Apesar do afastamento do operacional, ela segue sendo sócia da casa ao lado de Marcio Shihomatsu e Joseph “Joey” Lim. No entanto, Joey, chef do Shihoma Deli, passa a comandar também o Pasta Shihoma, cuidando do operacional, organização de equipe e treinamento. Marcio, por sua vez, segue no administrativo e salão, como já vinha fazendo nas duas unidades.
Segundo Shihomatsu, a saída de Limoni está sendo uma transição tranquila, uma vez que tanto ele quanto Joey já sabiam dos projetos da chef de “abrir restaurante” e seguir outros caminhos próprios. Com a mudança, Joey conta que os dois serão responsáveis igualmente pelo cardápio. “Desde o começo, inclusive com a Bia, sempre trocamos ideias e colaboramos com diversos pontos no cardápio. Agora, faremos muitas receitas juntos e construiremos o menu em conjunto”.
A pergunta que não quer calar: teremos novidades no menu do Shihoma?
A mudança será gradativa, mas Joey promete manter os clássicos da casa, como tortelli de gamberi, raviolo e tiramisù. “Temos esses itens desde o começo do Shihoma e vamos mantê-los fixos no cardápio, mas temos a liberdade de adicionar ingredientes sazonais a outros.”
Para Marcio, uma das missões é tornar o Shihoma realmente um restaurante italiano paulistano: “na Itália, cada região que visitamos tem comidas muito diferentes, porque eles acabam usando o que tem de melhor por perto. É possível perceber uma identidade própria do país, técnicas, mas com alterações regionais. Essa já era uma aspiração com a Bia no comando, mas acho que alcançaremos isso em breve, estamos cada vez mais perto disso”.
“Estamos conhecendo produtos aqui de São Paulo. Como eu sou gringo, estou conhecendo tudo”, brinca, “e percebo que tem muito figo e macadâmia. Estamos testando onde esses dois ingredientes caberiam no cardápio. Queremos trazer algo paulista para a mesa do Shihoma”.
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