Qual a melhor tapioca do Brasil?

A tapioca percorreu um longo caminho desde as aldeias indígenas até se tornar queridinha nos centros urbanos em todo o território nacional. Na prateleira do supermercado, a praticidade da versão “pronta para uso” tem ótimas opções, mas também pode esconder armadilhas: massas borrachudas, aroma químico e discos que esfarelam antes da primeira mordida. Por isso colocamos à prova 12 marcas de goma de tapioca hidratada para descobrir quais delas entregam melhor textura, sabor, aroma e beleza à mesa.

Para esse desafio, Paladar reuniu um time de especialistas que testou 12 das principais marcas do mercado: Cafira Foz, do Fitó @fito, Mari Sciotti, do Quincho @quinchosp, Eugênia Benevinuto, do Jesuíno Brilhante @jesuinobrilhante, e Carlos Siffert @csiffert, consultor do Amarello Café e professor na escola Wilma Kovesi. A missão: encontrar o equilíbrio perfeito entre sabor, umidade, aparência e, aquele “ponto de ouro” da mordida.

Critérios como apresentação, aroma, sabor e textura foram levados em conta pelo time de jurados
Critérios como apresentação, aroma, sabor e textura foram levados em conta pelo time de jurados

O que faz uma tapioca ser considerada “premium”? Segundo nossos jurados, a experiência começa antes mesmo do fogo. A granulometria é o primeiro sinal: a goma deve, preferencialmente, ser bem soltinha. Sabor e aroma levemente ácido é bom sinal. Apesar de o mercado denunciar certa preferência por uma goma mais neutra, que permita que os recheios se sobreponham ao sabor da massa.

Um mapa cultural em cada disco

Embora tenha conquistado o eixo Rio-São Paulo como comida fitness e saudável, livre de glúten, a tapioca é uma rica iguaria, vendida na rua, e que se tornou Patrimônio Imaterial e Cultural da Cidade de Olinda — onde é tradicionalmente consumida quentinha, recheada com coco ralado natural, queijo coalho ralado e manteiga de garrafa.

No Ceará, nem se cogita um café da manhã ou merenda da tarde sem tapioca. Pode ser recheada com carne de sol e queijo coalho; com ovo e queijo; com banana, queijo coalho, leite condensado e canela ou simplesmente com o coco ralado misturado à goma antes de ir para a frigideira — por cima, só uma manteiguinha de garrafa e tá feito o prato.

À frente, a chef Eugenia Benevenuto, do Jesuíno Brilhante, e o chef Carlos Siffert, consultor do Amarello Café e professor da escola Wilma Kovesi. Ao fundo, as chefs Cafira Foz, do Fitó, e Mari Sciotti. do Quincho
À frente, a chef Eugenia Benevenuto, do Jesuíno Brilhante, e o chef Carlos Siffert, consultor do Amarello Café e professor da escola Wilma Kovesi. Ao fundo, as chefs Cafira Foz, do Fitó, e Mari Sciotti. do Quincho

Depois de se renderem à tapioca, sudestinos se acostumaram a comer tapioca como sanduíche, recheada com praticamente tudo: de queijo e peito de peru a leite condensado com coco. Geralmente como alternativa ao pão na chapa e café com leite da manhã. Mas também como lanche a qualquer hora do dia.

O caminho da tapioca na culinária brasileira: do sustento das famílias às mesas gourmetizadas

O teste às cegas foi realizado no restaurante Quincho. Os especialistas provaram discos de tapioca recém-preparados sem nenhum tipo de aditivo. Algumas gomas performaram muito bem, outras provaram olhares tortos assim que chegavam à mesa. As melhores apresentaram como pontos positivos a cor bem branquinha, uma leve acidez no aroma e no sabor e textura gostosa de morder e de cortar com o garfo. Tapiocas quebradiças, secas e com sabor farinhento não fizeram passaram pelo crivo do júri.

Conheça o regulamento do Paladar Testou

Em todas as provas realizadas por Paladar, a reportagem faz um levantamento das marcas disponíveis no mercado. E, nos dias anteriores ao teste, as amostras são adquiridas* em grandes redes de supermercado e empórios da capital paulista. No caso de produtos artesanais, eles são comprados nas lojas on-line das próprias marcas de forma anônima. Ou seja, em ambos os casos, as marcas não sabem que seus produtos serão submetidos a uma degustação às cegas. O Paladar Testou é uma iniciativa 100% editorial. Além disso, o júri também não tem conhecimento de quais marcas fazem parte da seleção antes do resultado da apuração.

*Preços apurados na primeira semana de fevereiro de 2026

Leia na íntegra o regulamento do Paladar Testou 2026

Abaixo, você confere as marcas de flocão de milho melhor avaliadas pelo júri e, logo abaixo, o ranking com os 12 produtos e os comentários do time de especialistas convidados para este Paladar Testou.

As melhores marcas de flocão de milho

A Wrapioca foi a marca que melhor performou no teste: levou o Selo Ouro
A Wrapioca foi a marca que melhor performou no teste: levou o Selo Ouro

Wrapioca

A campeã da vez ganhou nota 10 no visual e na textura e foi considerada a melhor em sabor entre todas as marcas avaliadas (R$ 18,20, 630 g)

A Maní Tapioca ficou em segundo lugar no ranking, com o Selo Prata
A Maní Tapioca ficou em segundo lugar no ranking, com o Selo Prata

Maní Tapioca

Levou o Selo Prata pela aparência convidativa: “belíssima”, avaliou um integrante do júri. O sabor com acidez na medida e o aroma também renderam pontos positivos ao produto avaliado como “equilibrado em todos os aspectos” (R$ 15,79 - 500 g)

O Selo Bronze ficou com a tapioca da marca Beiju Bom
O Selo Bronze ficou com a tapioca da marca Beiju Bom

BeijuBom Orgânica

A tapioca que ocupa o terceiro lugar no nosso ranking foi avaliada pelos jurados como um produto de textura macia e elástica, um desejável sabor ácido e bem equilibrado e “visual perfeito”, como pontuou um integrante do júri (R$ 7,27 - 420 g)

As 12 marcas avaliadas pelos especialistas

Os 12 produtos avaliados no teste às cegas
Os 12 produtos avaliados no teste às cegas

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