Bolinho x croqueta: tem diferença? A tradição explica
Enquanto bolar é uma arte em São Paulo, na Espanha, o legal mesmo é croquetar. Mas qual a diferença? De acordo com a chef Tati Bertone, do Huevos de Oro, “toda croqueta é um bolinho, mas nem todo bolinho é uma croqueta”. Vem entender!
A especialista conta que, na tradição espanhola, a croqueta quase sempre deriva de uma base cremosa, como é o caso do bechamel, e é combinada a algum recheio, com o presunto cru, carnes, cogumelos e o que der na telha.
Já o bolinho, “é um universo mais amplo”, diz a chef. “É uma preparação moldada, geralmente redonda ou oval, que nasce da mistura de um ingrediente principal com um elemento de ligação.” Pode vir com massa ou não. Pode ser empanado ou não. Sempre vai pra fritura, mas pode ser de massa, de legumes, de carne, de peixe, de arroz, de feijão e muito mais.
Para ela, na prática, o que difere as duas iguarias é o seu papel cultural. “No Brasil, o bolinho é festa, rua, barulho: coxinha, pastel, bolinho de bacalhau, bolinho de feijoada. Na Espanha, ele faz parte de um ritual cotidiano, mais silencioso, mas igualmente emocional”, conclui a chef do Huevos de Oro.
Entre tapas e mais tapas
No país ibérico, “tapear” é muito comum. O ato de petiscar e compartilhar pratos harmonizados com drinques e/ou vinhos e as croquetas são exemplos de bocados para quem quer saborear a tradição.
Bertone conta que as delícias fritas tem sua origem na França, “vem da ‘croquette’ clássica, um bolinho de bechamel frito muito presente nos jantares da aristocracia. Quando chegou à Espanha, ganhou outro significado. Virou comida de bar, de família, de cotidiano”.
“Historicamente, muitas receitas surgiram da necessidade de alimentar bastante gente com poucos recursos e, por vezes, aproveitando sobras. Restos de proteínas como jamón e carne eram misturados ao leite, farinha e manteiga e viravam croquetas que matavam a fome de quem mais precisava. Ela representa técnica, afeto, identidade e essa tradição de transformar o que sobra em algo especial”, conta.
“Hoje em dia, a croqueta é quase um símbolo do bar espanhol, está nas tascas, nos balcões de bairro, no pós-trabalho” e é critério de desempate na hora de escolher onde comer e brindar, afinal, “as pessoas julgam um bar pela croqueta”.
Onde comer croquetas em SP?
No Huevos de Oro, há três tipos de croqueta. Com base de bechamel, todas são bastante pedidas. A de bechamel com jámon está voltando ao cardápio e é uma bela indicação, mas também vale provar a de costela bovina desfiada ou mix de cogumelos empanado e frito (a partir de R$ 29, três unidades). Onde: Av. Pedroso de Morais, 267 - Pinheiros | @huevosdeorobar
Já no bar de tapas do chef catalão Oscar Bosch, o NIT, a dica é apostar na croqueta de jamón ibérico (R$ 49), servida com maionese de chorizo picante e presunto cru crocante, e na croqueta de rabo de buey (R$ 51), recheada de rabada e emulsão tonnata com alcaparra frita por cima. Onde: Rua Oscar Freire, 153 – Jardins | @nit_bardetapa
Inclusive, Paladar foi ao NIT e restaurantes próximos mostrar um roteiro completo para degustar os sabores da Oscar Freire do jeito certo. Confira abaixo.
Qual é a melhor croqueta do mundo?
Recentemente, o Madrid Fúsion, um dos maiores congressos de gastronomia do mundo, contou com um concurso para eleger a melhor croqueta de 2026. A receita vencedora atendeu bem ao critério de equilíbrio bechamel, jamón e empanado. Veja mais detalhes.
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