Feira de vinho em SP reúne 20 mil pessoas e mostra que o Brasil é a taça da vez no mercado mundial

Terminou nesta quinta-feira, dia 8 de outubro, a sétima edição da ProWine, a feira de vinhos voltada para os profissionais do setor, que reuniu mais de 2 mil expositores de 43 países diferentes nesta semana em São Paulo. O interesse pela feira é o melhor termômetro da atração que o Brasil vem exercendo no universo de brancos e tintos mundo afora.

Nos três dias do evento, mais de 20 mil pessoas passaram pelos Pavilhões Branco e Azul do Expo Center Norte, para provar as novidades, reunir-se com produtores ou importadores, apresentar novos rótulos e fazer contados visando a exportação de vinhos para o Brasil. É, aliás, a primeira edição que a feira ganha um segundo pavilhão – até 2025, ela acontecia apenas no pavilhão azul.

Interesses variados, mas todos focados no potencial do mercado consumidor brasileiro, mantiveram os estandes de produtores e de importadores cheios, assim como os corredores. Logo na entrada pelo Pavilhão Azul estavam, de um lado, os estantes dos vinhos portugueses, como produtores ligados à ViniPortugal e os das Comissões Vitivinícolas Regionais, como dos Vinhos Verdes, Península de Setúbal, entre outros.

Vale lembrar que Portugal é o país europeu que mais exporta vinhos para o Brasil. O país ocupa a terceira posição neste ranking, atrás apenas do líder Chile e da Argentina.

Do outro lado deste corredor central, estavam as grandes importadoras brasileiras, como World Wine e La Pastina, em estandes diferentes, apesar de serem dos mesmos donos, Grand Cru, Interfood, Freixenet, Cantu, Qualimpor, entre outras.

O produtor Marco De Martino apresenta seus novos vinhos na ProWine
O produtor Marco De Martino apresenta seus novos vinhos na ProWine

A entrada pelo Pavilhão Branco, por sua vez, dava acesso às vinícolas brasileiras e também às importadoras focadas em vinhos sul-americanos, como os estandes das Wines of Chile e Wines of Argentina e da Uruguay Wines, e de países ainda pouco lembrados quando o assunto é vinho. Um exemplo era o Pavilhão Japão ou o estante que trazia vinhos da Ucrania.

Principalmente nos estandes patrocinados pelas organizações de países e de regiões produtoras, muitas das empresas presentes estavam à procura de importadores para os seus vinhos. Um exemplo era o estande da Alemanha, com palestras mostrando a diversidade do país, e que terminava com a informação de que os vinhos presentes não estão no Brasil, mas que seus produtores têm interesse neste mercado.

sétima edição da Prowine
sétima edição da Prowine

Aqui, o fato do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que está reduzindo gradativamente os impostos de importação de vinhos até zerar em 12 anos, ajuda a explicar essa procura pelo mercado brasileiro. Outro motivo são os dados da Organização Internacional da Uva e do Vinho, publicados em meados do primeiro semestre deste ano, que mostram que o Brasil é um dos poucos mercados em que o consumo de vinho é crescente, o que aumenta o interesse para vender brancos e tintos no nosso país.

Do lado dos produtores brasileiros, a ideia é aproveitar a feira para mostrar os lançamentos, seja de safras ou de vinhos, como também encontrar novos distribuidores para os seus vinhos. Agora é esperar que os contatos realizados na feira se concretizem.



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