Dia da Sobremesa: sete lugares onde o doce rouba a cena
Um cafezinho e a conta? Claro, mas não antes de garantir uma boa dose de dulçor para fechar a refeição com chave de ouro. Segundo levantamento da Mintel realizado em maio deste ano, 57% dos brasileiros comem doces depois do almoço.
Para 30% dos entrevistados, o doce está associado a momentos de lazer, enquanto, para outros 29%, é uma forma de recompensa. Não à toa, restaurantes, bares e cafés investem cada vez mais em sobremesas que merecem atenção própria e, em alguns casos, até fazem valer a pena pular outras etapas da refeição para chegar nelas.
No Dia da Sobremesa (09/10), que não é uma data oficial criada por lei, mas sim um movimento cultural e comercial difundido no meio gastronômico, Paladar foi atrás desses doces, das sobremesas que chegam à mesa com personalidade suficiente para roubar a cena e fazer o cliente sempre guardar espaço para a última colherada.
Bolo de manjericão do Cozinha 212

Carnes, peixes, frutos do mar e legumes na brasa são a especialidade do chef Stefan Weitbrecht, que comanda uma cozinha de fogo pautada por ingredientes frescos. Parte deles vem do Mata 212, horta orgânica que também integra o projeto do chef. É de lá, por exemplo, que sai o manjericão usado no bolo fofinho, servido com uma camada de mascarpone e toffee de manjericão (R$ 34) que faz valer a visita.
Onde é: Rua dos Pinheiros, 174 - Pinheiros | De terça a sexta, das 19h às 01h, sábado das 13h às 16h e 19h às 01h | @cozinha212
Profiteroles do Freddy

Conhecido pelo estrogonofe de camarão e por receitas clássicas francesas, como o cassoulet, o Freddy guarda uma bela surpresa para o final da refeição. Entre as sobremesas, o profiteroles (R$ 71) chega em um prato raso, com a massa choux delicada cortada ao meio e disposta como um sanduíche, com uma bola de sorvete de baunilha no centro. À mesa, o garçom finaliza a sobremesa com calda de chocolate quente. É o tipo de doce que faz valer a pena guardar espaço para o final.
Onde é: R. Pedroso Alvarenga, 1170 - Itaim Bibi | De segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 00h; sábado das 12h às 17h e das 19h às 00h; domingo das 12h às 17h | @restaurantefreddy
Sorvete de gergelim negro do Lavva

Paulo Shin é chef de mão cheia especializado em culinária coreana. No Lavva, fogo e carne se encontram em um churrasco coreano que reúne diferentes cortes e acompanhamentos típicos. Depois de tantos sabores marcantes e do gosto de brasa que percorre a refeição, a seção de sobremesas reserva um item com espaço em destaque: o gergelim preto (R$ 75).
O doce combina sorvete de gergelim negro, “terra” de cacau e cremoso de Saint-Germain (licor francês à base de flor de sabugueiro) e chocolate amargo com uma crocante tuile de gergelim branco, preto e suco de laranja. Intenso e aromático, encerra a experiência sem perder a identidade da casa.
Onde é: R. Itapeva, 539 - Bela Vista | Aberto todos os dias de segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 22h; domingo das 12h às 18h | @restaurante.lavva
Churros do Metzi

Da cozinha de Luana Sabino e Eduardo Ortiz saem pratos repletos de história e referências, com DNA mexicano e ingredientes brasileiros combinados com precisão, a dupla, inclusive, colocou o Metzi entre os dez melhores restaurantes do Prêmio Paladar 2026, na nona posição. É de lá que sai o churros crocante por fora e macio por dentro, bem frito e quase caramelizado que merece os holofotes. O doce chega embebido em doce de leite, acompanhado de sorvete e notas aromáticas de cumaru.
Onde é: R. João Moura, 861 - Pinheiros | Terça a quinta, das 19h às 23h; sexta e sábado das 12h às 15h e das 19h às 23h | @metzirestaurant
Sagu de leite do NoBar
O restaurante-boteco, conhecido pelos bons cortes preparados no braseiro e pelos acompanhamentos clássicos, também leva a sua assinatura de tradição para a sobremesa. Tudo ali remete às antigas lanchonetes e aos botequins - e não seria diferente na última etapa da refeição. O sagu de leite (R$ 21), servido com abacaxi em calda picado e creme de confeiteiro, é pura nostalgia na colher e merece um espacinho reservado no estômago.
Onde é: Rua da Consolação, 3161 e Rua Guarará, 212 - Jardim Paulista | Terça à sábado das 12h às 23h; domingo das 12h às 19h | @nobar.sp
Kanom Tom do Ping Yang

Em meio aos pratos apimentados, bem temperados e marcados pelos sabores da Tailândia do chef Maurício Santi, há uma única sobremesa no cardápio - e não é preciso mais nenhuma. Vegano e todo trabalhado no coco, o dumpling recheado de cocada (R$ 39) é servido com leite da fruta morno por cima e salpicado de gergelim. Suave e aromático, o doce preenche o paladar como um abraço e encerra a refeição com gostinho de quero mais.
Onde é: R. Dr. Melo Alves, 767 - Cerqueira César | Segunda a quarta, das 19h às 23h; quinta e sexta das 19h às 23h45; sábado das 13h às 16h30 e das 19h às 23h45; domingo das 13h às 17h | @pingyangsp
Bolo de figo do TonTon

O bistrô francês do chef Gustavo Rozzino reúne clássicos como o bife Wellington e os camarões ao molho de champanhe, mas uma grata surpresa aparece na seção de sobremesas. O bolo de figo turco com calda toffee e gelato de nata (R$ 37) é inspirado no sticky toffee pudding, sobremesa britânica tradicionalmente preparada com tâmaras. Na versão do TonTon, o chef substitui a fruta pelo figo seco, mantendo a combinação de bolo macio, calda caramelizada e sorvete cremoso.
Onde é: R. Caconde, 132, Jardim Paulista | Horário de funcionamento: de terça a sexta, 12h às 15h e das 19h30 às 23h; sábado das 12h30 às 16h e das 19h30 às 23h30; e domingo 12h30 às 16h30 | @tontonrestaurante
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