Qual é o melhor sorvete de creme do mercado? Paladar testou oito marcas; confira o ranking
Ele divide espaço com os sorvetes de chocolate e de morango no clássico napolitano, acompanha o petit gâteau e serve de base para caldas, frutas e outros complementos. O sorvete de creme talvez seja um dos sabores mais familiares, ainda que nem sempre seja o protagonista. Mas, quando servido sozinho e provado lado a lado com os seus pares, o que será que diferencia um bom sorvete de creme?
Para descobrir, Paladar reuniu oito marcas desse sorvete encontradas em supermercados de São Paulo. As amostras foram servidas em uma degustação às cegas realizada na sorveteria Frida & Mina, eleita a melhor sorveteria no Prêmio Paladar 2025, e avaliadas por um time de especialistas convidado por Paladar.

Participaram do júri Marianna Mota (@mariannamotamesmo), confeiteira; Fabricio Luminato (@fabricioluminato), sorveteiro da Lumi Creamy (@lumicreamy); João Naufal, sorveteiro da Pinguina Sorveteria (@pinguina_sorveteria); Thomás Zander, sorveteiro e sócio da Frida & Mina (@fridaemina); e Rafael Aoki (@rafael_aokii), chef-confeiteiro do Aizomê (@aizomerestaurante).
O que faz um bom sorvete de creme?
Para o sorveteiro João Naufal, a referência está no creme inglês, preparação à base de leite, gemas e açúcar, geralmente aromatizada com baunilha. No sorvete, esses sabores precisam aparecer em equilíbrio. “Provamos um sorvete em que o ovo estava muito acentuado e a baunilha não aparecia”, conta.
Thomás Zander também chama atenção para o sabor dos ingredientes que formam essa base. Para o sorveteiro, o creme deve ter “gosto do próprio leite e do creme de leite, sem exagero de sabores artificiais”.

Na degustação, os jurados avaliaram os oito sorvetes, considerando sabor, textura, cremosidade, densidade, aparência e equilíbrio. Além do quesito sabor, a quantidade de ar incorporada à massa foi um dos pontos chamou a atenção dos jurados. Marianna Mota explica que um bom sorvete “não pode ser muito aerado, mas também não pode ser muito denso. É um equilíbrio difícil de alcançar, mas, quando dá certo, é uma delícia”.
Na prova, inclusive, encontrar esse equilíbrio não foi tão simples. Em várias amostras, os jurados perceberam muito ar incorporado e pouca densidade da massa. Além disso, notas artificiais e uma sensação de gordura que permanecia na boca também prejudicaram as amostras na nota final. Os sorvetes favoritos seguiram o caminho oposto, com mais cremosidade, bom derretimento e sabores equilibrados de leite, creme de leite e baunilha.

Conheça o regulamento do Paladar Testou
Antes de cada teste, Paladar faz um levantamento dos produtos disponíveis no mercado e compra as amostras em grandes redes de supermercados e empórios da capital paulista. As marcas não são comunicadas sobre a participação de seus produtos na prova.

A degustação é realizada às cegas e os jurados só conhecem as marcas selecionadas depois da apuração dos resultados. O Paladar Testou é uma iniciativa 100% editorial.
As avaliações publicadas refletem percepções sensoriais dos jurados durante a prova e não constituem análise laboratorial nem indicam, por si só, a presença de determinado ingrediente na composição.
Leia na íntegra o regulamento do Paladar Testou 2026.
Preços apurados em setembro de 2026. Para facilitar a comparação entre embalagens de pesos diferentes, o valor equivalente por quilo aparece entre parênteses.
As melhores marcas de sorvete de creme
1º lugar – La Basque (R$ 64; 400g; R$ 160/kg)

Denso e cremoso, o sorvete apresentou sabores bem definidos de leite e creme de leite, acompanhados por um leve toque de baunilha. A textura agradável e o bom derretimento também chamaram a atenção. O creme de leite apareceu com mais intensidade, mas sem tirar o equilíbrio do conjunto.
2º lugar – Casa Santa Luzia (R$ 48; 350g; R$ 137,14/kg)
De aparência convidativa, o sorvete apresentou sabores de creme e baunilha em um conjunto equilibrado. A textura bastante aerada poderia ganhar um pouco mais de densidade. Na boca, a gema apareceu de maneira mais acentuada, tomando parte do protagonismo dos demais sabores.
3º lugar – Oba (R$ 44,29, 800g; R$ 55,36/kg)

Com boa textura e densidade, o sorvete apresentou pontinhos de baunilha no visual. Na boca, apareceram notas mais artificiais e uma sensação de gordura mais presente, além de um retrogosto persistente. Um pouco mais de cremosidade ajudaria a equilibrar o conjunto.
As demais marcas avaliadas pelo júri em ordem alfabética

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