‘Ninguém servia tacacá em restaurante; foi preciso o olhar externo para valorizar nossa comida’
O presidente Lula, a cantora Mariah Carey e Charles III, rei do Reino Unido, estão entre os nomes conhecidos que já provaram o tacacá de Saulo Jennings. O chef paraense comanda a Casa do Saulo, grupo de restaurantes que já soma dez casas — a última delas aberta há menos de um mês na capital paulista.
“Ninguém servia tacacá em restaurante do Pará. Eu fui um dos primeiros e sei que foi o olhar de fora que ajudou a gente a valorizar a nossa comida”, disse ao Paladar Entrevista, série de vídeos da editoria que, toda semana, conversa com importantes nomes da cena gastronômica.
O retorno de Saulo a São Paulo — ele já teve um restaurante fechado na cidade, em 2024, e agora volta em um casarão tombado — faz parte de um movimento que o chef considera importante para valorizar o Brasil no exterior e também para os próprios brasileiros. “É o que eu chamo de gastrodiplomacia”, explicou, dando mais detalhes no vídeo sobre essa atuação.
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Em 2024, Saulo se tornou a primeira pessoa nomeada embaixador gastronômico da ONU Turismo. Ele batizou sua cozinha de “tapajônica” e trabalha para que ela chegue aos quatro cantos do mundo, levando consigo a assinatura e o reconhecimento dos produtores locais.
Saulo diz que não vive um sonho porque nunca sonhou em ser cozinheiro. Perdeu o emprego que tinha em uma multinacional e, por dois anos, não encontrou colocação no mercado. Foi então que se lembrou do tucupi que aprendeu a fazer com o pai e arriscou montar um restaurante na varanda de casa, com apenas dez lugares.
Agora, 17 anos depois, está no Paladar Entrevista contando sobre a culinária quase acidental que virou profissão — e missão.
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