Onde comer e beber durante a Virada Cultural
A Virada Cultural 2026 de São Paulo acontece durante 24 horas ininterruptas, das 17h de sábado, 23, às 17h de domingo, 24. O evento conta com mais de 21 palcos por toda a cidade, muitos deles no centro da cidade.
Para facilitar a missão na hora de escolher um lugar para fazer um lanche, almoçar, tomar um drinque ou jantar, Paladar preparou um roteiro especial para uma das mais esperadas atrações culturais do ano. Muitos deles abrem excepcionalmente neste domingo, 24, mas fecham durante a madrugada.
A Galeria Metrópole tem boas opções de pausa para um merecido lanche durante a Virada Cultural.
Café com bolo na padaria artesanal Na Fila do Pão
A padaria do chef Diêgo Penido abre excepcionalmente no domingo, 24. Boa pedida para uma xícara de café com uma fatia de bolo de milho com muito queijo da Serra da Canastra. Ou, então, para croissants fresquinhos, uma fatia de torta basca e outras delícias servidas no espaço recém-aberto na galeria. A sorveteria Cangote é vizinha de parede com a padaria e é outra boa pedida para recarregar as energias com sorvetes inspirados nos sabores do Norte e do Nordeste do Brasil.
Serviço: Galeria Metrópole: Av. São Luís, 187, República - Térreo - loja 16A. Quarta à sábado das 8h às 18h, abrem excepcionalmente neste domingo, 24, das 9h às 18h.

Sanduba que vale por uma refeição na Sanduteca
Fábio Luiz de Lima e Mariano Raphael Figueira abriram a Sanduteca no final de 2025. Começaram sua história na galeria já causando um impacto visual no andar térreo da galeria. A loja, que parece saída diretamente do Pinterest, é toda azulejada, tem um projeto bastante contemporâneo e iluminação exuberante.
O cardápio de sanduíches da casa chama imediatamente a atenção dos passantes locais. Lanches como o Frango Frito Coreano (sobrecoxa de frango, molho agridoce coreano, coleslaw de kimchi, picles de pepino e maionese gachujang servido no brioche) e o Cubano (pernil de porco desfiado, presunto frito, provolone, picles de pepino, coleslaw e sourdough) são os responsáveis diretos pelas filas que têm se formado na Sanduteca aos finais de semana.
Serviço: Galeria Metrópole: Av. São Luís, 187, República - Térreo - loja 9 - República. Terça à sábado das 8h às 18h, abrem excepcionalmente neste domingo, 24.
Pauta para uma tacinha no Prosa & Vinho
O bar de vinhos da Galeria Metrópole é desses lugares simpáticos em que você entra e é difícil querer sair. Servem vinhos em taça ou em garrafa. Fica no terceiro andar da galeria e também abre no domingo da Virada Cultura. O ambiente acolhedor oferece uma ampla seleção de vinhos de diversos países, com destaque para rótulos brasileiros, harmonizados com empanadas artesanais. A decoração combina elementos rústicos e modernos, criando uma atmosfera descontraída.
Serviço: Praça Dom José Gaspar 106 - República, tel. 11 3151 3692. Segunda a quarta das 12h às 22h, quinta e sexta das 12h às 23h, sábado das 12h às 22h. Abrem excepcionalmente neste domingo, 24, das 12h às 18h.
Lanche camarada na La Baguette
A padaria artesanal La Baguette, do padeiro Herbert Bierwagen, no segundo andar, é o point gastronômico da galeria mais viralizado nas redes. O lugar conquistou a clientela local pelos preços amigos e baguetes de longa fermentação natural recém-assadas e com duas opções de recheio: linguiça, queijo e pesto ou tomate, queijo e pesto. Os preços variam de R$ 13,90 a R$ 15 reais, acreditem... Se sobrar espaço para um docinho depois do sanduíche, o brownie de chocolate com cranberry é pedida certa.
Serviço: Galeria Metrópole: Av. São Luís, 187, Segundo Andar, República. Sábado das 12h15 às 20h.

Pausa com tempo na Casa de Francisca
A casa de shows e restaurante que ocupa o Palacete Santa Tereza, praticamente vizinho à Catedral da Sé, arrebata corações sensíveis à primeira vista. Seja em um almoço executivo no meio da semana ou em um dia de shows na casa, inevitavelmente você irá sentir-se parte integrante da cenografia de um filme. Com a vantagem extra de uma trillha sonora de primeira e pratos inspirados no melhor do Brasil acompanhados de bons drinques. O lugar fica ainda mais interessante quando você conhece a história do edifício centenário, que já foi ocupado no passado pela Rádio Record e pela Casa Bevilacqua, famosa casa de instrumentos musicais.
Serviço: Rua Quintino Bocaiuva, 22, Sé. Sábado e domingo: Salão (12h às 17h30), Porão (19h às 21h), Largo (12h às 21h) Programação completa: @casadefrancisca
Mundo Pão Olivier: padaria 24 horas na Virada
A megaloja de Oliver Anquier é parada certa para um lanche durante o dia ou no início da noite. Fica no cruzamento das avenidas Ipiranga e São Luís, bem em frente ao Colégio Caetano de Campos, na Praça da República. Difícil é escolher seu pão ou doce favorito entre opções tentadoras da vitrine, como as tranças com azeitona e mussarela ou um croissant de chocolate com amêndoa. Vai virar a noite junto com a programação cultural do fim de semana.
Serviço: Av. São Luís, 29 - República, Telefone: 11 93413 3834. Sábado das 7h às 00h, domingo das 00h às 21h

O térreo do icônico edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer, tem opções gastronômicas para dar e vender. Confira o roteiro completo na reportagem de Beatriz Yamamoto. Abaixo, as sugestões de Paladar para a Virada Cultural.
Café da manhã e brunch no restaurante Cuia
O restaurante da chef Bel Coelho, sob comando do chef executivo Caio Pablo, recebeu este ano, pela terceira vez, o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, com foco na culinária brasileira a partir de ingredientes nativos. O cardápio não segue uma lógica rígida de horários e muda conforme o dia. “Aqui você pode comer um baião de dois às dez da manhã e tomar café da manhã à noite”, diz Caio. Entre os pratos estão o tostex com queijo da Mantiqueira e da Canastra com geleia de jabuticaba R$ 35, o cuscuz de milho com creme de queijos, chips de batata doce e ovo frito R$ 37 e o baião de dois com feijão manteiguinha, pimenta de cheiro, abóbora e linguiça artesanal R$ 61. Ele conta que a relação com a livraria define parte da experiência. “As pessoas vêm para comprar um livro e acabam comendo, ou o contrário. Uma coisa ficou ligada à outra”, diz. “É uma troca constante entre comida e leitura.”
Serviço: Av. Ipiranga, 200 - loja 48 | | ter. a sex.: 10h–22h / sáb.: 10h–23h / dom.: 10h–17h / seg.: 10h–16h | Instagram: @cuia_restaurante

Almoço no Bar da Dona Onça
No almoço, o Bar da Dona Onça ocupa o térreo do Copan sob comando da chef Janaína Torres, um dos nomes mais reconhecidos da gastronomia brasileira contemporânea e responsável por impulsionar a cena gastronômica no centro de São Paulo. Em 2024, ela foi eleita a Melhor Chef Mulher do Mundo pelo ranking The World’s 50 Best Restaurants. Este ano, o restaurante também passou a integrar o Guia Michelin, reforçando sua presença entre os endereços mais disputados da cidade. O cardápio mistura referências de boteco e cozinha brasileira, com pratos que já fazem parte da identidade da casa. Entre os “comer com as mãos” estão a coxinha da Onça e o tartar de carne com pão preto, maionese de mostarda e rabanete, conhecido como o “xodó” da chef (R$ 74), além da coxinha de galinha caipira “trem bão” (R$ 46). Entre os clássicos aparecem o picadinho com arroz, feijão e farofa, o tartar de banana e o pastel (R$ 87). Para beber, a caipirinha “Onça Pintada” mistura tangerina e maracujá e chega com pintinhas da fruta que lembram a pele de uma onça (R$ 44).
Serviço: Av. Ipiranga, 200 - 27 e 29 | ter. a qui.: 12h–23h / sex. e sáb.: 12h–00h / dom.: 12h–18h / seg.: 12h–23h | Instagram: @bardadonaonca
Clima boêmio no Orfeu
O Orfeu aparece como uma extensão natural do Copan. Instalado ao lado do edifício, o bar acompanha o fluxo de gente que passa pelo centro, entre moradores, trabalhadores e visitantes, em um ambiente que remete à boemia brasileira, com mesas cheias, conversas altas e movimento constante ao longo do dia. A cozinha segue uma linha bem brasileira, com receitas tradicionais e combinações conhecidas. Durante a semana, os executivos do dia variam entre R$ 49 e R$ 79, com pratos como costelinha com xerém às segundas, galinhada às terças, bobó de camarão às quartas, cupim às quintas e espaguete com frutos do mar às sextas. No cardápio mais amplo, aparecem opções como o baião de dois vegetariano (R$ 49), o picadinho e a costela de 16 horas, um dos sucessos da casa (R$ 109).
Serviço: Av. Ipiranga, 318 | ter. a qua.: 12h–00h / qui.: 12h–01h / sex. e sáb.: 12h–02h / dom.: 12h–01h | Instagram: @orfeu

Sobremesa na Tem Umami!
A Tem Umami! começou com um café e panetones antes de ganhar a versão de sorveteria. “A gente usa só produtos naturais. O sorvete de coco, por exemplo, é feito na mão, no voal, daquele jeito que se faz em casa”, diz. O sorvete é no estilo soft, com um cardápio enxuto que muda com frequência. Entre os sabores, aparecem o já conhecido sorvete de pudim, que acabou ficando fixo no menu (R$ 35), além do de baunilha (R$ 26) e o de quindim (R$ 32). “A gente usa uma máquina que normalmente é usada para sorvete industrializado, mas coloca ali uma base totalmente natural”, explica. A escolha pelo Copan também veio dessa relação com o centro. “A gente se apaixonou pelo prédio, pela arquitetura, pela história. E por essa vida que já existia aqui”, diz Juliana. “Essa ideia de revitalizar não faz muito sentido pra gente, porque o centro sempre teve vida.”
Serviço: Av. Ipiranga, 200 - loja 74 | qua. a dom.: 12h–20h / seg. e ter.: fechado / sex. e sáb.: 12h–20h | Instagram: @temumami
Fim de tarde no Paloma, bar de vinhos
O Paloma ocupa a calçada do Copan e também o salão interno de piso de caquinho, em um ambiente mais despojado. À frente está a chef Gabi Guerriero, que constrói um bar de vinhos com inspiração espanhola, mas sem rigidez. Brócolis tostado com amêndoas (R$ 42) e o escabeche de sardinha na massa folhada com ricota, tapenade e picles de cebola (R$ 59) estão entre as opções de petiscos. Nos pratos maiores, o porco ibérico com feijão branco e escarola à la plancha (R$ 89) é pedida certa. A carta reúne cerca de cinquenta rótulos, entre tintos, brancos, rosés, laranjas e espumantes, com opções nacionais e internacionais que variam de R$ 140 a R$ 280. O vinho do dia é servido em copo por R$ 36, mantendo a proposta mais descomplicada.
Serviço: Av Ipiranga, 200 - lojas 67 e 68 | Ter. a qui.: 12h–00h / sex. e sáb.: 12h–00h / dom.: 12h–18h / seg.: 12h–00h | Instagram: @paloma___sp
Jantar no Brisa do Baru
À noite, o Brisa do Baru ocupa um dos espaços mais compactos do Copan. São cerca de 40 m², com uma pequena cozinha e um balcão de 12 lugares que aproxima quem cozinha de quem come. À frente está o chef Dagoberto Torres, que há anos buscava um endereço no centro.
Entre os destaques do cardápio estão o “Chora Patacón”, com duas unidades de chicharrón de frango com atum marinado (R$ 49), e a seleção de latinhas com sardinha, que propõe revisitar o consumo de enlatados (R$ 65).
Serviço: Av. Ipiranga, 200 – loja 46 | Ter. a qui.: 12h–15h30 / 19h–22h30 / sex. e sáb.: 12h–22h30 / dom.: 12h–17h / seg.: fechado | Instagram: @brisadobaru

Saideira no Fel
O Fel é um dos bares mais intimistas do Copan. Com cerca de 13 lugares, balcão próximo, luz baixa e trilha sonora, o bar propõe um resgate de coquetéis clássicos pouco revisitados. A carta reúne drinques como o St Siro, de 1920, com perfil oloroso, o Claring, de 1921, de perfil amargo, e o Canaletto, de 1929, mais refrescante, todos a R$ 56, em um trabalho que passa por pesquisa e recuperação histórica. Sem técnicas mais contemporâneas, os drinques seguem uma lógica direta, baseada na combinação clássica dos ingredientes.
Serviço: Av. Ipiranga, 200 – térreo, 69 | seg a quin.: 17h–00h / sex.: 17h–01h / sáb.: 12h–01h / dom.: 14h–22h / seg.: fechado | Instagram: @fel.sp

Comida de rua de respeito no Aboud
No Largo do Paissandú, o Aboud é um restaurante especializado em shawarmas que conquistam pelo sabor potente, preço acessível e a praticidade. Você entra, pede, come e já pode partir para outro show. A dica é apostar no lanche de carne de boi ou frango que é servido à la churrasquinho grego (R$ 30 cada). O molho verde que acompanha é mandatório para se lambuzar no melhor dos sentidos.
Serviço: Largo do Paissandú, 55 - Centro Histórico de São Paulo. Terça a domingo das 9h às 20h
Rodízio árabe no Almanara do Centro
Se estiver com tempo entre uma programação e outra, uma parada estratégica no Almanara da Basílio da Gama é uma boa pedida. A casa mais antiga da rede foi inaugura em 1950 e é única que oferece a opção de rodízio. É um marco cultural da cidade pela sua arquitetura Art Déco, com detalhes belíssimos, como o painel do artista Tulio Costa e o espelho jateado do pintor italiano Vittorio Gobbis.
Serviço: Rua Basílio da Gama, 70 - Centro Histórico de São Paulo, telefone: 11 3257 7580. Diariamente das 12h às 22h.

Um choppinho no Bar Brahma
Um dos clássicos do Centro serve chope gelado (a partir de R$ 14,90), caipirinha de responsa e petiscos deliciosos, como torresmo de barriga, bolinhos (R$ 58), pastéis (R$ 52) e, para quem quer provar um pouco de cada coisa, um combinado com tiras de frango crocante, bolinhos de carne, pastéis de queijo e carne, e cortes de panceta (R$ 110).
Serviço: Av. São João, 677 - Centro Histórico. Segunda a quarta das 11h a 01h, quinta a sábado das 11h às 02h, domingo das 11h às 00h
Bar Guanabara
O mais antigo de São Paulo, o Bar Guanabara fica próximo ao Palco Vale do Anhangabaú e serve desde um excelente parmegiana de filé mignon com arroz e fritas (R$ 85), até uma coxa creme (R$ 19) crocante por fora e suculenta por dentro. É um bom lugar para almoçar, recobrar as energias no jantar e fazer um brinde com uma saideira logo depois do show. Com horário especial e iluminação pensada para a data. Até as 19h o serviço de salão acontece normalmente. Até a meia noite, o bar segue servindo drinques e chope gelado. Das 00h à 1h, um DJ encerra a festa.
Serviço: Av. São João, 128 - Centro Histórico. Sábado e domingo das 12h às 01h

Sanduíches na portinha do A Casa do Porco
Um dos melhores restaurantes do Brasil segundo o 50 Best, A Casa do Porco não serve apenas o seu menu-degustação e receitas como o torresmo com catchup de goiaba, mas uma janelinha do lado da casa oferece aos passantes sanduíches suculentos à pronta-entrega. Os hits são sanduíche de porco san-zé (R$47), o misto quente (R$36) e o lanche de abacate, picles de cebola, maionese de tucupi, alface e tomate (R$39).
Serviço: Rua Araújo, 124 - República. Sábado, das 12h às 23h, e domingo, das 12h às 17h @acasadoporcobar
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