Com que vinho eu vou?
Carnaval combina com vinho? Esta não é uma resposta fácil, pensando que a garrafa de vinho, de vidro, não é a melhor embalagem para uma folia e que as embalagens alternativas, como um bag-in-box, não são práticas para levar para a avenida. Há ainda o fato de que o teor alcoólico, em geral acima dos 12%, pode ser um pouco alto para os foliões – uma cerveja pilsen tem menos de 5% de álcool, por exemplo. Mas há opções que remetem a festa do deus pagão Baco.
É essa procura pelo frescor, aliás, que pode explicar porque os espumantes são, entre as bebidas derivadas da uva, a mais procurada pelos consumidores para o Carnaval. Ao menos esse é o resultado de uma pesquisa do Radar Scantech na folia do ano passado. Este instituto de pesquisa com foco no varejo montou uma “cesta carnaval”, com alimentos e bebidas mais consumidos nestes dias de folia, e tabulou a venda destes produtos no período do Carnaval do ano passado, comparado com os mesmos dias de folia de 2024.
Pelos dados, a procura pelos espumantes cresceu 21% entre estes dois períodos. Está certo que a amostra é pequena: os espumantes correspondiam, em 2024, a 4,3% da procura por bebidas alcoólicas nesta cesta e chegaram a 5% no ano seguinte (nesta cesta, não entra a cerveja que segue representando mais de 90% das bebidas consumidas em dias de folia). Mas mostra que as borbulhas estão presentes em todas as festas.
Aqui, a dica é optar por espumantes brasileiros que focam nas notas frutadas e no frescor – ou seja, nada daqueles que indicam no rótulo um maior tempo de contato com as leveduras, que tendem a serem mais encorpados. A pedida são espumantes do estilo brut (em geral), que deve ser consumidos gelados e, de preferência, que não percam a graça quando provados em taças de acrílico. Entre as sugestões, vale o Fausto Brut (R$ 89, no Pão de Açúcar), o Pedrucci Brut Tradicional (R$ 108, na Vinhos & Vinhos) ou o Miolo Seival Brut (R$ 82, na Sampa Vinhos).
Cadê meu carnaval
Outro caminho para estes dias de folia pode ser os vinhos temáticos. A importadora Cave Santa Cruz, por exemplo, traz um branco com o sugestivo nome de “Sextou”, que é um blend de alvarinho com trajadura, duas uvas brancas portuguesas, e que se destaca pelo frescor e notas frutadas (R$ 129,90, na importadora).
E, para os adeptos dos vinhos naturais, aqueles elaborados com menor intervenção e sem a adição de produtos químicos na vinificação, uma sugestão é o Cadê Meu Carnaval 2023. É um pet-nat (espumante de apenas uma fermentação na garrafa) bem fresco, elaborado pelo casal Julia Naar (ela brasileira) e Antoine Le Court-Chedevergne, (francês), da Casa Antolià, no Jura, região ao lesta da França em direção aos Alpes. O nome é inspirado na música do cantor Geraldo Azevedo e custa R$ 273, na importadora Barbagianni.
Outro caminho é esperar o carnaval de 2027 e participar do bloco Balaco Baco. O bloco fez sua estreia neste carnaval, no sábado que antecede a folia e reuniu, no cálculo dos organizadores, 400 pessoas no bairro do Itaim. Atrás do trio elétrico, carrinhos com a venda de vinhos e espumantes. E a promessa é um novo desfile no ano que vem. “Nossa proposta é trazer o vinho para novas situações de consumo”, afirma Pedro Melo, sócio da vinícola gaúcha Cerro de Pedra e um dos organizadores do evento.
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